6 NOV
Ontem saímos da histórica Córdoba e seguimos para Granada, que fica a cerca de 207 km de distância.
Antes de entrar na cidade nos dirigimos até o Parque Nacional de Sierra Nevada, uma região montanhosa ao lado de Granada onde há estações de esqui, locais de caminhadas, cânions, um Jardim Botânico, entre outras atrações. Chegamos até uma altitude de 2.550 m acima do nível do mar.
Tentamos ir até a Virgem de Las Nieves, mas para chegar até lá teríamos que fazer a subida final a pé pois era proibido o tráfego de carros a combustão. Obviamente, cancelamos a subida.
Também pensamos em ir à trilha de los Cahorros, que dá acesso ao Cânion do Rio Monachil, no entanto embora a trilha fosse descrita como “fácil” achamos que era um pouco rústica demais para nós e não havia descrição de quanto teríamos que caminhar até chegar ao cânion. Então desistimos dessa trilha.
Seguimos então para Granada e tentamos ir ao Mirador de S. Cristóvão para ver a vista da cidade e do Alhambra. No entanto, não havia lugar para estacionar o carro. Então desistimos e viemos para o hotel.
Nosso hotel é o Monjas del Carmem, localizado bem no centro – aliás, ótima localização. O hotel é um 3 estrelas básico. Nada demais. Um quarto e banheiro razoáveis, café da manhã fraco, comparado com os anteriores.
Pelo avançado da hora já ficamos no restaurante do hotel – Los Manueles – para almoçar e depois nos instalamos e ficamos descansando.
Foi um dia de deslocamento de carro, praticamente.
7 NOV
Hoje nosso programa foi conhecer o famoso monumento de Granada, o Alhambra, um complexo de palácios que retrata a história da dominação moura na península ibérica.
O Alhambra é um complexo de uma fortaleza e cinco palácios construído a partir do sec XIII. Inicialmente foi construída uma fortaleza sobre um forte já existente desde o sec. V.
Posteriormente os emires e sultões foram construindo palácios e jardins adjacentes na cidadela.
Começamos por visitar os jardins e o Generalife, que são construções extra-muros, utilizados pela realeza como local de retiro e descanso. Tem estilo nasrida-espanhol-árabe sua construção iniciou-se no sec. XIV. Ao lado dos jardins há um anfiteatro onde acontecem concertos de verão.
Dentro das muralhas existia uma cidade, então há casas que hoje servem como hotéis, lojas, restaurantes. Há também igrejas e mesquitas.
Seguimos então para o Palácio de Carlos V – esse foi um palácio construído no sec. XVI, depois da reconquiesta, e que ficou inacabado devido à rebelião mourisca. O prédio tem forma quadrada por fora e e um pátio circular por dentro, com galerias em dois andares com colunas dóricas e jônicas. O centro do pátio tem uma acústica perfeita e serve para realização de concertos. No sec. XX foi restaurado e acabado e hoje abriga alguns museus. Sua fachada é renascentista com elementos barrocos.
Passamos então para a Alcazaba, a cidadela que constituía a zona militar, centro de defesa e vigilância de todo o complexo. Se compõe de largas muralhas e altas torres e da residência dos militares.
Passamos então para a visita dos Palácios Nazaríes, que são as salas reais do Alhambra também do sec. XIV. Esses palácios são ricamente decorados em suas portas, paredes e tetos. Muito do que se vê hoje não é original pois devido ao desgaste teve que ser substituído, porém mantendo o desenho original.
Assim começamos pelo Palácio Mexuar, depois a Sala Dourada, ambas estruturas menores.
A seguir entramos no Palácio Comares, com várias salas e a enorme sala do trono. As paredes são forradas em gesso com desenhos nos 2/3 superiores e nos arcos das colunas. Muitos desenhos têm baixo relevo colorido. Na parte inferior das paredes há azulejos coloridos.
As portas e janelas também são ricamente decoradas.
E finalmente o Palácio dos Leones, com seu enorme pátio com a fonte dos leões, e inúmeras colunas. Nas laterais há várias salas com belíssima decoração nas paredes e no teto, um tipo de trabalho decorativo chamado “muqarna” compondo uma abóbada.
Em várias salas e jardins há fontes pelo chão, chafarizes nas paredes, canaletas levando água para outros ambientes etc. Uma constante referência à água e aos hábitos de higiene dos mouros.
Em apenas 3 cômodos do Palácio é possível encontrar pinturas – nos tetos há uma pintura feita sobre couro representando cenas do cotidiano.
Então, depois de cerca de 3 ½ horas terminamos nossa visita a esse imenso monumento repleto de história.
De lá caminhamos por um jardim e chegamos até a Plaza Nueva onde almoçamos e nos dirigimos para nosso hotel, totalizando 4 ½ horas de caminhada.
Amanhã caminharemos, novamente por Granada, para conhecer as demais atrações.





































































































Esse Palácio de Allambras foi uma das atrações turísticas mais linda e encantadora que eu tive o prazer de visitar na Andaluzia! Fiquei encantada com a arquitetura mourisca!
ResponderExcluirAdorando "viajar" com vocês por essa bela Andaluzia!